Dança
Performact
ECLÉCTRICA - Ciclo de Performances Performact
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Ecléctrica, mais que uma simples mostra procura ser uma partilha, uma forma de energizar uma noite que traz ao palco do Teatro-Cine de Torres Vedras um pouco das várias realidades geradas por professores convidados e alunos no contexto do curso intensivo de intérprete de dança contemporânea Performact.

Performact

É fundada em 2016 fruto de uma colaboração entre Ilú Associação Dança-Teatro de Intervenção Urbana e a sua associação parceira Untamed Productions. Tem como principal objetivo preencher a lacuna educacional e formativa dos dias de hoje, que se baseia na sua grande maioria em cenários ideais o que nem sempre corresponde à situação real enfrentada no campo das artes, principalmente na posição de artista emergente. Procura formar bailarinos a um nível profissional com um rigoroso plano de ensino orientado para a área da performance no campo da dança contemporânea. É dada aos estudantes não só a oportunidade de trabalhar as suas próprias capacidades físicas e intelectuais com vários profissionais de renome nacional e internacional, mas também fornece conhecimentos complementares de produção, o que é essencial na formação de um intérprete e na sua percepção daquilo que é um espaço cénico e performativo.


Crédito Fotográfico: Ricardo Ambrózio

 

Programa

 

“Sonata for vacuum and H strings”, de Juliana Fernandes

Esbatendo a parede entre nós e eles, resta-nos observar como o som da chuva nos persegue sem nos consumir. As expectativas, essas, assombram todos os momentos, em formato 3D na procura dos nossos devaneios mais loucos, íntimos e transparentes. Continuamos a olhar para trás, na procura de sentido, lógica e fio condutor. Contamos os batimentos, nossos e deles. A que velocidade anda o coração?

Conceito e direção: Juliana Fernandes

Intérpretes e co-criadores: Adi Rozen, Celia Morris, Emilio Bagnasco, Gustavo Magalhães, Inbar Aviram, Julie Stamm, Maja Kubalanca, Robin Zimmerman

Assistência coreográfica: Mariana Oliveira Música: Ulfur, Chick MacGregor, Jerry Herman, Yasunoshin MORITA

 

“Empty Chairs”, de Jos Baker

Há algo que está em falta, falta alguém. Como lidamos com a ausência... E se não tivéssemos cheiro, nem gosto, nem toque... Empty Chairs é uma colaboração entre Jos Baker e os bailarinos/estudantes Performact em forma de uma exploração do que acontece quando algo importante nos é retirado.

Conceito e direção: Jos Baker/Trodden dreams

Criação e performance: Celia Morris, Clemence Peytoureau, Diane Gossiome, Emilio Bagnasco, Francisca Rodrigues, Irene Valesano, Jean Loup, Mara Morgado, Mariana Oliveira, Marina Melero, Marzia Magnanini, Maxime Renaud , Suevia Rojo

Assistência coreográfica: Inês Carijó

Aluno assistente: Sebastien Bruneau

Música: JeanLoup, Hildur Gudnadottir, Ben Lucas Boysen, ABBA.

 

“Fúrias”, de Ricardo Ambrozio

Escorraçadas do pecado e do sagrado
Habitam agora a mais íntima humildade
Do quotidiano.
São Torneira que se estraga atraso de autocarro
Sopa que transborda na panela
Caneta que se perde aspirador que não aspira
Táxi que não há recibo estraviado
Empurrão cotovelada espera
Burocrático desvario
Sem clamor sem olhar
Sem cabelos eriçados de serpentes
Com as meticulosas mãos do dia-a-dia
Elas nos desfiam Elas são a peculiar maravilha do mundo moderno
Sem rosto e sem máscara
Sem nome e sem sopro
São as hidras de mil cabeças da eficácia que se avaria
Já não perseguem sacrílegos e parricidas
Preferem vítimas inocentes
Que de forma nenhuma as provocaram
Por elas o dia perde seus longos planos lisos
Seu sumo de fruta
Sua fragrância de flor
Seu marinho alvoroço
E o tempo é transformado
Em tarefa e pressa
A contratempo.
Sophia de Mello Breyner Andresen | "Ilhas", Págs. 64 e 65 | Texto Editora, 1989

Música: NOTO, ALVA / SAKAMOTO, RYUICHI – Summvs; Kumushki-Andrei Tarkovsky-; Alim Qasimov, Hüsnü Şenlendirici, Rauf Islamov, Michel Godard - A Trace of Grace.

Coreógrafo: Ricardo Ambrózio

Intérpretes: Celia Morris, Francisca Rodrigues, Massimiliano Arnone, Suevia Rojo

“BODY CARRIERS”,de Eduardo Toroja

Esta criação com os bailarinos do Performact é uma comunhão energética e física de vocabulários oriundos das primeiras duas peças de Ultima Vez – Wim Vandekeybus. “What the Body Does Not Remember (1987), descrito como uma “paisagem de combate perigosa”, recebeu o prestiogioso Bessi Award pela sua “confrontação brutal de dança e música”composta por Thierry de Mey e Peter Vermeerch. Les Porteuses de Mauvaises Nouvelles (1989), “ um jogo ritualístico de tentação e desafico”, “de cada vez que a boca se enchia de reações instintivas do perigo dos actores, eles fugiam”.

Coreógrafo: Eduardo Toroja

Intérpretes: Adrien Fried, Alicja Minc, Emma Halom, Irene Valesano, Jean Loup, Marria Nikolaeva, Marina Melero, Massimiliano Arnone, Nicolas Sanchez, Sebastien Bruneau, Suevia Rojo, Surendra Tekale

 

Última atualização: 08.06.2021

23 junho qua, 21h30 | M/14 Teatro-Cine de Torres Vedras

Preço Gratuito

Lotação 195

Última atualização: 08.06.2021